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domingo, 24 de abril de 2011

Firenze Card. Seu passaporte para museus

Foi lançado dia 25 de março de 2011, um cartão de museu integrado, o Firenze Card. O cartão custa de 50 € e é válido por 72 horas e lhe dá acesso a 33 dos mais importantes museus de Firenze. Você tem acesso não apenas às exposições permanentes, mas também à mostras temporárias e todas as outras atividades realizadas nesse museu sem custos adicionais.

O Firenze Card é válido por três dias consecutivos a partir do seu primeiro uso, onde ele é ativado. O cartão é pessoal e intransferível, e tem que ser mostrado com uma prova de identidade quando solicitado pelo funcionário do museu. Lembre-se de escrever o seu nome e sobrenome no verso do seu cartão antes de utilizá-lo.

Além da entrada gratuita, o cartão permite evitar longas filas nas bilheterias dos principais museus. Basta olhar para os sinais "Firenze Card" em seus museus escolhidos e mostrar o seu cartão para o funcionário, que irá registrar sua entrada. O cartão pode ser utilizado apenas uma vez em cada museu. 

Consulte o "News" da página para verificar horários atualizados e descobrir os benefícios de acesso e todas as outras informações sobre os museus.


Principais vantagens do seu Firenze Card:
  • Acesso aos principais museus, casas e jardins históricos em Florença/Firenze.
  • Acesso a museus é concedido ao mostrar o cartão na entrada, sem exigências de reserva.
  • Transportes públicos: ônibus ATAF & Linea e bondes.
  • Com você pode acessar a museus e meios de transporte também cidadãos da União Europeia com idade inferior a 18 anos.
  • Atualizado kit informações sobre como participar museus
Museus na Itália são administrados por entidades diferentes, por isso o desafio na criação deste cartão foi para conseguir que todos eles concordassem em participar.


Para saber exatamente quais os museus estão incluídos no cartão, você pode conferir o mapa oficial da lista dos Museu do Firenze Card.

Pesquise os eventos que estaram acontecendo em Firenze na data de sua viagem.

O Firenze Card pode ser comprado on line, ou nos postos autorizados



Bom, para saber se vale à pena o Firenze Card, é bom você pensar quantos museus pretende visitar em 03 dias e somar os valores. Lembre-se que Firenze já possui um cartão para as atividades culturais. O Amici degli Uffizi. Esse cartão vale para residentes e visitantes de Florença, oferece aos seus membros um ano de duração no valor de 60 € por pessoa, 100 euros para as famílias (2-4 membros incluídos no preço um) e 40 euros para estudantes. Associações podem ser comprados on-line ou no da Amici degli Uffizi Welcome Desk localizado entre a entrada da porta n º s 1 e 2, na Galeria Uffizi. Além de mais de 20 museus, está incluso transporte público e descontos em concertos, teatros e espetáculos. Faça sua escolhe e aproveite Firenze.







segunda-feira, 11 de abril de 2011

Veneza. O paraíso flutuante

Havia dormido mal na noite anterior pensando como seria esse encontro, afinal, era um sonho de menina conhecer Veneza. Sonho daqueles que nós, meninas românticas, criamos na época que também acreditamos em príncipes e contos de fada. 




No mural de fotos do meu quarto havia uma página que recortei de uma revista com uma imagem linda escrito: “Veneza desaparece 1cm por ano. Isso significa 1cm a menos de Veneza a cada 365 dias. Porque a vida é agora – Visa.” Aquela página foi o passaporte para inúmeras viagens, inúmeras Venezas. Imaginava como seria um lugar onde os carros dão lugar aos barcos e gôndolas, charmosos gondoleiros cantando para casais apaixonados...
E como eu havia adiado essa tão desejada viagem. Sempre deixava para “o ano que vem”, com medo de Veneza não ser a “minha” Veneza.



Partimos de Padova cedo em direção “a cidade-sonho”, ao sair do trem já estávamos em frente ao Grande Canal.De lá pegamos um vaporetto com o bilhete para desembarque no Rialto (6,50€  - 12 horas). 

Com os olhos marejados de lágrimas e o coração acelerado, fui navegando para meu destino. Nesse trajeto, com o vaporetto avançando pelo Grande Canal, fui dominada pelo mais profundo encantamento que se pode ter de um lugar: palácios imponentes, torres, cúpulas de igrejas, gôndolas e mais gôndolas. Até desembarcarmos perto da Ponte do Rialto. Já estávamos em terra firme, mas minhas pernas ainda não haviam entendido isso, pois estavam trêmulas de emoção.





Desembarcando no Rialto
Ponte do Rialto


As gôndolas são o charme de Veneza, estão por todos os lados. Algumas decoradas com almofadas em forma de corações, ideais para os casais apaixonados. Infelizmente não fiz o passeio. Não que eu não quisesse, afinal passear pelos canais e contemplar a linda vista do entardecer com o seu amor ao lado é algo para não esquecer mais... Mas, apesar de lindo, o passeio não é nada acessível. São mais ou menos 100 euros por 45 minutos, por pessoa. Ficou para próxima vez...



Fomos nos perder por Veneza, a cidade flutuante no Mar Adriático. Descobrir suas ruazinhas, atravessar as pontes, desvendar suas belezas.
Em um passeio a pé pelas ruas estreitas, não é possível deixar passar um único minuto sem esbarrar em uma nova atração.

 



Mapa dos pontos turísticos do centro da cidade.

Veneza não segue a lógica de uma cidade normal, afinal ela não tem nada de comum. As ruas seguem o rumo dos canais e mesmo caminhando com um mapa é possível se perder. As ruelas cheias de curvas nos fazem perder o senso de direcionamento. São mais de 100 ilhotas com uma centena de pontes! Por isso, são inúmeras as placas de orientação. O Grande Canal, como o nome já diz, é o principal dos canais e divide a cidade ao meio.


E foi saindo de uma dessas ruelas que chegamos a Piazza San Marco, a praça central de Veneza, onde além da Basilica de San Marco, Palazzo Ducale (Palácio dos Doges), abriga também os históricos cafés, o Museo Correr e o Campanile.










Na praça tem o famoso CAFFÉ FLORIAN, o mais antigo café da Europa. No local, uma miniorquestra toca ao fim da tarde. Sente-se no lado de fora, peça um café expresso ou “Cioccolata calda con panna” e fique observando os pombos e a basílica ao fundo. O Florian é um perfeito camarote para contemplar um dos mais bonitos ângulos de Veneza. 




A Basilica é belíssima, (ticket 4). Sua construção do século 11 é fabulosa. Lá está guardado os restos mortais de São Marcos. Veja  a vista virtual do terraço superior. Imperdível! 










Uma das vistas mais encantadoras de Veneza, sem dúvida é no topo (98,5m) do Campanile (8). Quando foi construído, por volta de 912, tinha três diferentes motivos: ser a torre do sino da basílica, posto de vigia do porto e farol para os navios. É a estrutura mais alta da cidade.
 




Vista do Campanile para a Basilica San Marco
Palazzo Ducale




Saindo da praça em direção da Riva degli Schiavoni , que liga o Palazzo Ducale  às Prigioni Nove , o primeiro edifício no mundo construído para ser uma prisão, está a ponte mais famosa de Veneza, Ponte dos Suspiros, que de romântica não tem nada na verdade, pois na janelas gradeadas da ponte, os prisioneiros viam da cidade pela última vez, e certamente suspiravam, antes de serem jogados na úmida e fria prisão.

Quando fomos a Veneza a Ponte dos Suspiros
estava sendo restaurada

Veneza, em seus inúmeros detalhes, nos mostra histórias que alimentam nossas fantasias (ainda que nos dias de hoje não acreditemos nos príncipes e seus castelos). Mas no mundo globalizado enganam-se quem ousar pensar que a secular Veneza não tem espaços para grandes grifes. Lá as grifes ganharam contornos especiais assim como os das tradicionais máscaras – que, diga-se de passagem, ainda são encantadoras e eternas lembranças.






A globalização faz isso. 
Hard Rock Café em Veneza...
















A grandeza da cidade foi conquistada por meio da navegação e do comércio. Ela foi, por séculos, a porta do Oriente. Tornou-se um afresco de seu tempo. É impossível, nesta cidade, encontrar um ângulo ruim. Ficaremos com a imagem da cidade gravada em nossas almas pelo resto de nossos dias. Veneza, enfim, é indicada aos poetas, aos sonhadores e àqueles a quem sobrou algum sentimento mais duradouro do que uma camiseta do Hard Rock Cafe.
 

Dicas e informações

Se você já está na Itália, a melhor maneira de chegar a Veneza é de trem. Há duas estações, Santa Lucia, na parte histórica da cidade, e Mestre, no continente. Pare na primeira.


Você pode comprar os bilhetes ACTV nos guichês nas docas ou bilheteiras. Você também pode comprar bilhetes de um dos muitos vendedores autorizados (tabacarias, lojas de jornal e alguns cafés): não se esqueça de validar seu bilhete na máquina amarela antes de entrar no vaporetto. Os ingressos não são vendidos a bordo dos barcos. Se você está a bordo sem bilhete, informar a tripulação ACTV imediatamente para evitar o pagamento de uma multa.


Se você embarca em uma parada que não tem uma bilheteira, a abordagem do condutor imediatamente após o embarque e pedir um biglietto. Caso contrário, poderá ser multado pesadamente por viajar sem bilhete.


As gôndolas são incrivelmente uniformes. Todas pesam 700 kg, têm 280 componentes e utilizam oito tipos de madeira. Todas têm um remo, feito de faia, e uma forcola, um engate adaptado a cada gondoleiro para permitir que o remo seja manejado em oito manobras distintas. As gôndolas não são simétricas, elas são bem tortas para o lado, e o gondoleiro rema apenas de um lado. A gôndola mantém o equilíbrio por causa do peso do gondoleiro.


Passeio de gôndolas – A viagem de 40 minutos custa €80 e pode levar até seis pessoas. O passeio pode ser “esticado”; nesse caso, a cada 20 minutos extras, acrescenta-se €40. A partir das 19h, o preço do passeio sobe para €100. São seis diferentes itinerários, mas é possível alterá-los. Atenção: esses preços são por passeio e não por pessoa. Passeios com músicas também custam mais. Na prática, os gondoleiros são abertos a negociação. Sempre combine o preço e a duração do passeio antes de embarcar. Para evitar ser explorado, consulte um escritório de turismo e informe-se sobre preços.


É proibido entrar na Basilica com bolsas e mochilas. As mulheres não podem entrar usando roupas curtas e ombros descobertos. Shorts são permitidos para os homens. Ao lado da basílica existe um depósito onde é possível deixar os pertences, esse serviço é gratuito.


Para reserva de bilhetes antecipados para os pontos turísticos


Para mais pesquisas e mapa interativo da cidade.



"Quando eu cheguei a Veneza, descobri que meu sonho havia se tornado _inacreditavelmente, mas simplesmente_ meu endereço."
Marcel Proust



segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pienza e Monticchiello. A Toscana “riservata”.


Em junho de 2010 estávamos na zona rural de Montalcino desfrutando dos sabores e aromas dos Brunellos. Nessa ocasião tivemos a oportunidade de conhecer um fantástico produtor que faz jus a toda tipicidade da região: Fattoria Caprili. Além da simpatia e boa acolhida que tivemos, fomos surpreendidos pela maneira carinhosa e pela excelência na produção de seus fantásticos vinhos e azeites.


Ao chegar a Pienza sentíamos que estávamos prestes a conhecer mais uma bela cidade Toscana. Com esse convidativo predicado faltava apenas experimentar a particularidade da cidade e assim escrever mais um capítulo em nosso diário de bordo.


A pequena Pienza é um tesouro. Fica no Vale do Orcia. É província de Siena e fica há 53 km ao sudeste dela, e a 32 km a leste de Montalcino. De lá já foi nomeado um Papa; Pio II, renascentista e que colocou a cidade em posição de evidência no século XV. Em 1996 Pienza tornou-se Patrimônio Cultural da UNESCO.





O Palazzo Piccolomini em Pienza, era a residência de verão de Enea Silvio Piccolomini, Pio II, um dos primeiros exemplos da arquitetura renascentista.
Criada em 1459 pelo renomado arquiteto Bernardo Rossellino, estudante de Leon Battista Alberti, recentemente restaurado. Hoje é parte integrante da histórica cidade de Pienza, uma das mais bem preservadas na Toscana

Duomo di Pienza - Piazza Pio II




O palácio fica ao lado do Duomo e foi a casa de descendentes de Pio II até 1968.
A Catedral Santa Maria Assunta foi construída pelo arquiteto Rossellino (1459) e sofreu alguns danos, mais suas proporções esplêndidas são mantidos intáctas. É inundado de luz nos vastos vitrais encomendados pelo Papa. Ele queria um "vitrea domus" (literalmente "casa de vidro"), que simbolizam o espírito da iluminação intelectual da época Humanista.


 Pienza é charmosa. Um dos vilarejos mais encantadores da Itália, com ruas floridas e vistas magníficas.


  
 




As flores bailarinas.

Ela tem suas especialidades gastronômicas. Uma delas é a tradição do queijo Pecorino (queijo típico italiano feito de leite de ovelha. “Pecora” em italiano significa ovelha).


Encontramos lá lojas do tipo empório e queijarias com suas vitrines cenográficas expondo seus queijos de maturações diversas. O aspecto escuro, o cheiro forte e o formato conferem ao Pecorino um traço inconfundível. Impressiona ainda a maneira como harmonizam bem com os presuntos locais e, claro, o clássico Brunello da vizinha Montalcino.






Tradicional loja de Pecorino com suas
ovelhas de pelúcia na entrada




















Passando pelo centrinho de Pienza vamos descobrindo detalhes: vias com nomes prá lá de interessantes, como Via della Fortuna, Via dell’Amore e Via del Bacio; floreiras cuidadosamente colorindo e dando vida as janelas e portas; lojas de brinquedos educativos que há muito não víamos e uma vista que nos abre ainda mais o horizonte para os campos da Toscana (já que Pienza fica no alto de uma colina).





La Bottega "da Marusco e Maria / Produtos típicos.


Picci, massa típica toscana que, depois de cilindrada pela
 máquina, é cortada e enrolada manualmente, uma a uma. 

Isso é Toscana...

Depois de passar algumas horas em Pienza queríamos conhecer Monticchiello. Uma vila pertencente à Pienza. Estrada de terra, poeira alta, ciprestes, curvas, ovelhas e nenhuma placa. Esse era o cenário da busca de Monticchiello onde buscávamos um restaurante específico: Taverna di Moranda, restaurante de cozinha camponesa.



Já que em nossa viagem nos lançamos às surpresas, aqui preciso registrar mais uma. Monticchiello é menos que uma vila, é uma pequena vila que em 20 minutos você conseguirá dar uma volta completa por ela a passos lentos e admirados. Arquitetura medieval que tem perfeito equilíbrio com as colinas e com a vegetação local, pouquíssimos habitantes. Nosso carro ficou de fora da muralha que abraça e que, por séculos, protegeu o vilarejo.


Monticchiello Pictures
This photo of Monticchiello is courtesy of TripAdvisor

Entrada do vilarejo mais charmoso da Itália - Monticchiello

Em Monticchiello é possível ouvir o barulho do silêncio. Pássaros, o vento batendo em alguns varais com roupas e passando por imensas árvores… Por mais que eu “floreie” o texto tentando transmitir a idéia de Monticchiello, o melhor mesmo é indicá-la para sua próxima viagem.




Mas não podíamos deixar de passar no restaurante que era nossa razão inicial da visita. No La Taverna di Moranda tivemos sorte de conseguir uma mesa sem reserva prévia. Devido à fama da Casa, visitantes vêem de longe para saborear seus pratos. O restaurante foi eleito em 1999 o melhor restaurante da Toscana (!) por uma publicação alemã, e sitado em vários guias renomados de gastronomia. O bacana de tudo é que a simplicidade e a excelência fazem o “luxo” nessa ocasião.


La Taverna di Moranda



Depois de uma jornada de grandes descobertas, já era hora de retornarmos felizes da vida para casa. Sim, para casa. Pois havíamos alugado uma linda de pedras no melhor estilo toscano. Com o pôr do sol pegamos um trecho de uma rodovia local que era uma verdadeira caricatura das estradas toscanas: ciprestes, curvas em “s”, colinas douradas, vilarejos, flores...





Fomos embora com uma certeza, que aquela região e suas magníficas paisagens ficarão em nossa memória depois que outras lembranças da Itália tiveram desaparecido.






Dicas

Via di Mezzo, 17 - 13
53020 Monticchiello - Pienza
Tel. 39.0578.755.050
Fecha no mês de janeiro e fevereiro/ Não abre segunda
Faça reservas.

Experimente a pasta feito a mão PICI, típica massa Toscana.